terça-feira, 6 de janeiro de 2009

BADMINTON


A SEGUNDA VOLTA

Ele teve uma banda chamada Divine Brown em algum lugar de Pernambuco. Quase ninguém ouviu falar nela, talvez por causa do próprio nome, uma piada sem a mínima graça (anais dos anos 90...). Nela havia o embrião de uma faixa chamada “Let me surf”, clássico indiscutível da cena independente nacional e mundial de todos os tempos. Passados alguns anos, o cidadão chamado Felipe Vieira mudou de nome e virou BADMINTON, isso por volta de 1998. Pouco depois, gravava o primeiro disco (solo?) com a ajuda de amigos como Zé Guilherme (ex-Supersoniques) e Marcelo Gomão (Vamoz!). Claro, desde esta época, Felipe conta com a ajuda inestimável da experiente baterista Maggie Stern, que por motivos de força maior nunca tocou com o Badminton ao vivo (não que eu saiba!).

O disco foi lançado pelo fanzine eletrônico pernambucano Nasentocas juntamente com o selo ultra-indie Musicland (PB) no final do ano de 1999. O cd se chamava Petroliana e trazia doze faixas gravadas no estúdio Mr. Mouse, entre elas o clássico absoluto “Let me surf”, em versão definitiva. Felipe, no seu site do My Space, classifica a banda como southern rock, ou seja, aquelas guitarras estradeiras com aroma de argila, mas com riffs à la Dinosaur Jr. e, claro, um vocal preguiçoso daqueles gravados no domingo de manhã. O disco era um cruzamento de momentos elétricos e instantes mais calmos, quase acústicos, embora muito despojados.

Após o lançamento do cd, Felipe fez alguns shows, como um excelente ocorrido no extinto Mostrazine (João Pessoa) em 2000, e depois literalmente sumiu do mapa, só voltando a ressurgir em um cd split dividido com as bandas Beckstages (PE) e Sugardrive (SP), lançado em comemoração aos cinco anos do fanzine Nasentocas. Eis que chega 2008, uma década depois de Petroliana, e aparece um cd chamado simplesmente de II, contendo dez faixas novas, se não tão inspiradas quanto o primeiro, mas mantendo o nível das composições, com o novo disco sendo aparentemente mais “roqueiro”, guitarras mais altas e rápidas, embora com algumas faixas mais, digamos, calmas.

Felipe Vieira tenta provar que é um dos bons talentos presentes na região e que mereceria muito bem ser mais conhecido, nem que seja só de dez em dez anos. Ah, antes que esqueçamos, Maggie Stern é a bateria eletrônica de estimação de Felipe Vieira.


www.myspace.com/badmi

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