“AFTER SUMMER”
A ESTÔNIA, ALELUIA, CONTINUA A MESMA
Conhecidos apenas no Japão, e até mais do que em sua terra natal, a Estônia (olhe no mapa europeu! Faltou às aulas de geografia, foi?!), o sexteto PIA FRAUS continua sendo um dos prolíficos nomes que ainda tocam, e muito bem, um tipo de som que muitos pensam ter acabado: o tal do dream-pop, ou shoegazer, para os mais aficccionados. Sim, a banda parece uma mistura de Cocteau Twins, My Bloody Valentine e Ride, ou seja, aqueles vocais sussuradamente psicodélicos, guitarras cortantes e cheias de efeito, além de, claro, aquela melodia escondida por trás da parede de som criada. Na ativa desde o início deste milênio, Eve Komp (voz, sintetizador), Kart Ojavee (sintetizador), Rein Fuks (guitarra, voz), Tonis Kenkmaa (guitarra), Reijo Tagapere (baixo) e Margus Voolpriit (bateria) lançaram seu primeiro cd ainda em 2001, Wonder what it’s like, de forma independente e o segundo álbum, In solarium (2002), já saiu nos EUA pela Clairecords.
Eles costumam tocar muito pouco ao vivo. Ano passado, somente os estonianos e japoneses tiveram o prazer de ouvi-los e vê-los
No segundo semestre de 2008 saiu After summer, assim como o anterior lançado pelo selo da Estônia Seksound (que já completou vinte anos de atividade!) e que nele trabalham Eve e Tonis. Nas treze faixas do álbum, a mesma sonoridade onírica do sexteto marca composições como “Springsister” e “Saling yes”, lembrando os bons momentos do Stereolab e Lush, todavia com gosto de novidade. Ah, o disco foi produzido por Norman Blake (Teenage Fanclub)
Procure. Ainda existe boa música neste mundo cruel. Viva o Pia Fraus!
www.piafraus.com

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