quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

THE MOOG


HUNGRIA CHAMANDO…?

Um dos países mais importantes do mundo de outrora (leia-se século passado, quiçá milênio passado) cometeu uma das raras boas surpresas no mundo do rock no ano passado. O nome de um quinteto advindo da Hungria – não sabe onde é? Pegue o mapa da Europa, olhe para a direita, quase no cantinho... – parece simples e direto como a música que ressoa de seus inspirados acordes: THE MOOG, advindos da capital do país citado, Budapeste.

Apadrinhados pelo selo independente norte-americano Musick Records, os “hungrienses” – sinta o drama dos nomes! – Tonyo (vocals / teclados), Adi (guitarra), Miguel (guitarra), Csabi (baixo) e Gergo (bateria) impõem um som que trafega pelo power pop de guitarras altas, o clima meio Nova York de algumas melodias (você sabe do que se trata...) e exala juventude em canções rápidas.

O grupo manda ver e ouvir no volume e refrões ensolarados, caso das faixas “Everybody wants”, um petardo sonoro apresentando os clássicos três acordes, e, principalmente, na estridente “I like you”, uma mistura de Beatles, Superdrag e Buzzcocks. Um riff de guitarra daqueles, aquela urgência comunicativa e um estribilho mais pegajoso do que chiclete no asfalto em dia de verão nos trópicos.

O álbum de estréia Sold for tomorrow, lançado ano passado, segue a mesma linha, às vezes com menos inspiração (vide as faixas “Panic” e “Can’t say no can’t say yes”) e outras vezes beirando bandas britânicas mais apressadinhas, como em “Survive”, que mais parece um The Clash acelerado, quase punk, mas contendo uns backing vocals quase doo-wop. Para dizer a verdade, assemelha-se mais a uma versão contemporânea dos Kinks (com todo respeito, consideração e vantagem aos bretões, claro).

Ultimamente, a banda está em turnê pela Europa, (Espanha, França, Alemanha...), mas continua com os dez pés nos Estados Unidos, que acolheu estranhamente cinco cidadãos que parecem passar férias na Califórnia (sede do selo Musick) ao mesmo tempo em que expõem alguns dos piores cortes de cabelo da temporada, isso desde 2005, quando a banda começou a tocar em alguma garagem de Budapeste. Como diria o título de uma de suas faixas, “You raised a vampire”.

Bem, o The Moog não é a nona nem a décima maravilha do planeta, mas vale gastar alguns segundos de sua vida os escutando. Além do mais, você vai ficar expert em entender a língua inglesa sob um leve acento vindo de um país quase esquecido. Isto, sim, parece ser a tal globalização.

www.myspace.com/moogband


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