Gigantaphonic sounds (2006)
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O disco tem doze caprichadas faixas tanto na gravação quanto na inspiração. Rocks vigorosos respiram na abertura com “Some suburban road”, “Be no more”, “Coaster” e “Surf madness”, mas sem agressões auditivas. Mas o forte do grupo é arquitetar baladas melódicas e aquela canção que você fica repetindo o dia todo sem querer, com ocorre em “Steam girl”, “Baloon animals” e “Lied to”, esta última com uma introdução que vai num crescendo com uma guitarra tremolo que faz a diferença. Inventividade e melodia caminhando juntamente. “The highest comfort” ganha de qualquer faixa do último do Teenage Fanclub enquanto “Nice” desce o andamento, trazendo arranjo de cordas, piano e aquele clima de final de tarde em algum lugar agradável de se estar. “Hang on” parece uma faixa perdida dos Hoodoo Gurus ou do You Am I, seguindo uma linha que delineia o rock australiano a partir de acordes, digamos, ensolarados desde os Easybeats na década de 1960. As guitarras prezam por arranjos sem virtuose e as vozes cruzam backing vocals incisivos. Como diria a penúltima faixa, “Surf madness”, e parte de seu refrão: “I’ve got to surf / I’m ok”.
O disco termina com a nervosa “End transmission”, quase punk em sua rapidez e na voz radiofônica (à
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