SEATTLE, ALELUIA, NÃO É MAIS A MESMA
Lembrando um cruzamento dos bons momentos do Crosby, Still & Nash com os quase vizinhos canadenses dos Cowboy Junkies, o grupo é cria da mente do vocalista/guitarrista Mat Brooke, ex-Band of Horses, que junto com amigos como o baterista Curtis Hall (The Jeunes), o baixista Jeff Montano (The New Mexicans) e os guitarristas Thomas Wright e Ron Lewis, resolveram tocar ao vivo. A primeira apresentação durou cinco canções, ali pelo final de 2006. No segundo show, já estavam abrindo para o Modest Mouse no histórico teatro Paramount em Seattle.
Há tempos uma banda não escrevia composições cadenciadas e belas como “Sleepdriving” – os superestimados Arcade Fire dariam um barco para compor uma dessas – ou o crescendo de “Torn blue foam couch”, outra emocionante canção. Guitarras, violões, gaitas, órgãos e alta octanagem melódica respingam pelas baladonas “Miniature birds” e “Index moon”, esta mostra e prova como bandas como Coldplay não sabem nem sequer como começar uma boa canção pop. As lentas “George Kaminski” e “A setting sun” diminuem o andamento e capricham mais nos climas. Ainda sobra até tempo para micro-faixas – ou vinhetas, se você assim quiser chamar – tais como “Breezy no breezy” e “Orange juice”.
O que importa mesmo é perceber que ainda existem bandas capazes de emocionar os outros, mas que, infelizmente, não atingem as pessoas, pois elas são pasmadas em aceitar o óbvio. Fuja disso. Abra os grandes arquivos. Já é um bom começo.

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